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Publicado em 21 de outubro de 2019 às 15h54min
Tag(s): Debate
O realizador, professor e pesquisador Márcio Câmara estará na UFRN para falar sobre o Som no Cinema, nesta quarta, 23/10, a partir das 19:00, no auditório 1 do Decom. O evento é promovido pelo projeto de extensão Tela Livre e pela especialização em Produção de Documentários. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala. Na ocasião, Márcio Câmara lança a segunda edição do livro Som Direto no Cinema Brasileiro: fragmentos de uma história.
A obra foi escrita a partir da dissertação elaborada pelo pesquisador, defendida na Universidade Federal Fluminense. A publicação discute as transformações na captação de áudio ao longo da história cinematográfica brasileira, enfatizando a importância técnica e criativa do som direto para a densidade narrativa audiovisual.
Aula especial
Márcio Câmara abordará a trajetória do som direto no cinema brasileiro, desde dos anos 1960. Exibirá entrevistas com os participantes dessa história, além de trechos de filmes que assinalam a participação criativa desses profissionais.
A pesquisa
“Utilizei conversas com diferentes técnicos de som direto, de diferentes épocas, com destaque no cinema brasileiro, para que me indicassem o que fizeram de mais criativo nos filmes em que trabalharam”, explica. “Consegui construir uma pequena história, mesmo que fragmentada, do desenvolvimento e da prática do som direto no cinema brasileiro”, completa.
O doutor em Comunicação pela UFF e autor de Som no Cinema Brasileiro, Fernando Morais da Costa, assina o prefácio, Referência no campo de estudos de som no Brasil, o professor afirma que o texto de Márcio Câmara é o resultado das inquietações que movem o profissional, no que diz respeito ao papel criativo do técnico de som direto.
Márcio Câmara
Realizador Audiovisual, Técnico de Som Direto e Professor, graduado em Cinema pela San Francisco State University, é Mestre em Comunicação, na área de Estudos de Cinema, pela Universidade Federal Fluminense.
Filmografia
Produziu e dirigiu Rua da Escadinha 162 (2003), ganhador de 30 prêmios entre eles o de Melhor Documentário Curta Metragem Brasileiro pela Academia Brasileira de Cinema (2004) e os também premiados Identidades em Trânsito (2007), Torpedo (2009), Saudade de Andrea (2010), Doido pelo Rio (2011), Joaquim Bralhador (2014), Quitéria (2016) e Do Outro Lado do Atlântico (2017) com carreiras em diversos festivais e mostras nacionais e internacionais.
Indicações
Foi indicado 5 vezes ao prêmio de Melhor Som Direto pela Associação Brasileira de Cinematografia e quatro vezes ao da Academia Brasileira de Cinema pelo som direto de filmes como A Ostra e o Vento (1996), Lavoura Arcaica (1999), Deus é Brasileiro (2001), Peões (2002), Amélia (2002), Cinema, Aspirinas e Urubus (2003), Zuzu Angel (2004), Os Desafinados (2005), Mutum (2007), Salve Geral (2008), Elvis e Madona (2009), Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (2010), La Playa D.C. (2011), Jogos da Paixão (2012), Dirty Gold War (2013), Fera na Selva (2015), Para ter onde ir (2016), entre vários outros.
Conversa e lançamento de livro
Som Direto no Cinema Brasileiro: fragmentos de uma história
Dia 23/10 (quarta-feira), às 19 horas
Departamento de Comunicação/Auditório 1
Campus Central UFRN
(Próximo ao Centro de Convivência)
Fonte: Projeto Tela Livre